segunda-feira, 7 de julho de 2008
A epiderme da alma
Não nos esqueçamos que do pó viemos... E do pó veio a àrvore, as borboletas, os dinossauros e as algas marinhas... Não nos esqueçamos que o corpo é frágil, mas a alma é imortal. Que o corpo é limitado e a alma enxerga de todos os lados... Não deixamos que a epiderme da alma a impeça de sentir, ver e ouvir...
Não percamos, em nós, o nosso próprio coração... Não deixemos nos levar pelo dia-a-dia, a rotina, a mesmice, o conforto, o costume...
Eu estava conversando com uma grande amiga minha, pelo msn, e contei do sonho que tive, e a conclusão que eu mesma tirei, e resolvi colocar aqui para compartilhar dessa filosofia com vocês:
Meu sonho:
"No meu sonho eu vi medo e chôro... Montanhas e um rubi que, visto dos olhos de quem vê, ficava na frente do sol, que por sua vez, ficava atrás das montanhas... E passo a passo essa pessoa ia andando olhando pro chão, vendo nascer flores no asfalto que nasciam e cresciam assim, do completo nada, regadas pelas lágrimas que lhe caíam dos olhos. E as lágrimas não paravam, por mais que ela quizesse... Mas nem as flores ela queria..."
Minha interpretação:
"Tem gente que está andando muito com o pé no chão. Tanto que me irritam! Como se o mundo sentimental e espiritual estivesse parando... E não se lembram que nem sempre foram assim! Então eles não dão mais valor ao que é real de verdade, e não vêem mais do que aquilo que está ao seu alcance ver. E por vontade própria fecham os próprios olhos, e eu sinto muito quando isso acontece. Com qualquer pessoa, conhecida ou não. Todo mundo tem o direito de saber o que está vivenciando real e totalmente... E quando se fecham, é uma perca... Uma perca de um tamanho sem medidas! A pessoa pára de viver e vira uma máquina de sofrer. Sofrer no stress. Sofrer na prisão de um cotidiano insípido. Sofrer por amor. Sofrer por saudade... E se prende! Porque quando uma pessoa tem noção das coisas realmente importantes, mesmo que no subconsciente, ela aprende a sentir dor sem sofrer. O coração dói quando é inevitável, mas a pessoa não pára de viver por causa disso. Mas se ela se fecha... Se ela se fecha... O coração dói e ela já não consegue mais pensar em outra coisa."
E infelizmente isso acontece muito...
sábado, 5 de julho de 2008
Meme selaram! =P

* * *
O meme consiste em escolher a banda/cantor preferido e responder as questões com o título das músicas. Depois passar pra 5 outros blogs.
Antes de qualquer coisa, já vou indicando pra quem vai o selo/meme:
1- Vitor, do Versão Vida
2- Izaaa, do Diário de Iza (ela deve estar cansada de receber selos e memes, e derivados...rs)
3- Livia, do Assunto de Meninas
As duas ultimas indicações são pra duas iniciantes na blogosfera, mas pelo que já demonstraram, têm talento de sobra pro sucesso! Se não quizerem o selo/meme, que recebam o meu carinho =)
4- Nata, do Retalhos Ululantes
5- Lua Sollara, do Clave de Sol e Lua
Enfim, lá vamos nós...
1- banda/artista: Nando Reis
2- Responder somente com os títulos das canções:
1* descreva-se: Fogo e Paixão
2 * o que as pessoas acham de você: Monóico
3 * descreva seu último relacionamento: Fiz O Que Pude
4 * descreva a atual relação: Do Seu Lado
5 * onde queria estar agora: Aonde Você Mora
6 * o que você pensa sobre o amor: Um Simples Abraço
7 * como é sua vida: Dias Loucos
8 * se tivesse direito a apenas um desejo: Eu e a Felicidade
9 * uma frase sábia: Frases Mais Azuis
10 * uma frase para os próximos...: Você Pediu e Eu Já Vou Daqui
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Aqui, sem ter bem pra onde ir...
Pela sombra desta árvore que parada me acompanha, esperava pela brisa, que me poderia trazer um pouco de você. Apenas o perfume ou um beijo carregado pelo vento... Alma gêmea, que me sorri do outro lado do rio. Alma minha, que de minha nada tinha, me apontava sete chaves e, dessas sete, jurava fazer-se uma. Mas que alma era esta que de longe me encantava?
Da árvore me caiu em mãos a tua maçã. Pela tentação, curiosa te provei, fraca, culpada, confesso, viciei... E eu a olhava de volta, sem ter bem pra onde ir... Encantada pelo seu canto, encantada pelo seu pranto... Distante me via em ti. Bastou então uma mordida e te vi de perto, sua face na minha, sua respiração na minha. Aqui, diante de todos os lugares, parecia o melhor lugar.
E, lamentando, se foi... Afastou suas mãos, se negou, me roubou, se tomou. Vi em seus olhos os meus. Vi como no disfarce de um sorriso, vi sem máscaras o motivo. Em passos lentos foi sumindo, devagar, devagar... Sem querer acreditar me neguei a olhar, mas no campo aberto nada mais me encantava. Era apenas a árvore, a maçã, tua alma, e o rio que nos separava...
segunda-feira, 30 de junho de 2008
E lá vamos nós de novo...
Primeiramente um meme de vídeos. Mostrar 3 vídeos que gostamos. Escolhi os três e segue o motivo de eles terem entrado na lista:
1º Return To Innocence - Enigma
A letra dessa música é maravilhosa, e o vídeo passa a idéia de retorno, de recuo...
Até porque, ás vezes, pra avançar é preciso recuar...
"Apenas olhe para o seu coração, e retornarás a si mesmo... Se você quizer, começe a rir, se você precisar, começe a chorar... Não se importe com o que as pessoas digam, apenas siga o seu caminho... Não se entregue... Não é o começo do fim, mas o retorno à inocência."
2º Saudade - Pimentas do Reino
Essa música já é mais digamos... Sentimentalóide. rs...
Mas atire a primeira pedra quem nunca sentiu saudades de ninguém!
"Você inspira poesia... E o tempo não passa..."
3º A arte das sombras com as mãos
Esse vídeo é fantástico! O título já diz tudo... Me apaixonei assim que vi.
Sem música, sem história... Mas é um verdadeiro show.
E tem também o meme do livro. As regras do Meme são:
1. Pegar o livro mais próximo com mais de 161 páginas.
2. Abrir o livro na pagina 161
3. Na referida pagina procurar a 5ª frase completa
4. Transcrever para seu blog, na íntegra, a frase encontrada
5. Passar o desafio pra outros 5 blogs.
Então lá vai...
Peguei o livro "O amor venceu" de Zibia Gasparetto.
A frase inteira é:
Fooora esses memes, ainda tem um premiozinho lindo "Blog Amigo":

Bem, é isso...
Os memes e o prêmio eu passo pros seguintes blogs:
Lorena, do Lugar de Leveza
Sammyra, do Borboleteando
e pra Livia, do Assunto de Meninas
Bjos!!
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Quanto tempo eu tenho pra passar o tempo?

Dizem que o tempo perdido não volta mais, não obstante não consigo acreditar que ele seria capaz de me largar dessa maneira depois de tudo o que vivemos!
E ele vai correndo, nem olha pra trás, esbarra seus ponteiros nas minhas pernas e me passa uma rasteira que quando eu vou ver, pronto, ele já passou e eu nem vi!
Infelizmente vou aprendendo que quem tem tempo, tem tudo! Vou sentindo saudades da minha infância, de quando eu era criança e quando comentava com meu pai que eu queria ser adulta e ele rindo me dizia: "Não, filha, aproveita bem a sua infância! Aproveita o que puder, que depois você vai sentir saudades..."
E eu aproveitei! Não guardei o conselho, mas o coloquei em prática no minuto seguinte... Lembro-me exatamente, subindo a ladeira que dava pra rua, de pés descalços, aproveitando cada minuto daquele céu da tarde, me recebendo de braços abertos... E eu passava a tarde toda brincando, esfolando o dedão do pé no asfalto, correndo do cachorro da vizinha, subindo nas árvores mais gordas, me escondendo pra não ter que procurar depois... E à noite todos se reuniam e fazíamos uma fogueira daquelas de São João, e nem precisava estar na época... E ficávamos lá, esperando a batata na brasa ficar pronta pra comermos com manteiga e sal...
Depois disso, cada um ia pra sua casa e eu aproveitava para "descansar"... Subia no telhado de casa e ficava lá em cima olhando as luzes da cidade, observando as estrelas brilhando lá no céu, a lua... E imaginava o que tinha lá, como funcionavam as coisas, e como Deus era engenhoso, de fazer tantas coisas bonitas... Me imaginava lá. Lá na lua... Lá em Marte... Em Vênus... Em Mercúrio, e o calor que provavelmente eu sentiria por lá... E filosofava sobre o tamanho das pessoas diante de todo aquele infinito...
Eu tenho saudades daquele tempo! Vejo no espelho as marcas que ele me deixou, sinto no dia-a-dia o tanto que ele já me ensinou...
E quem nunca quis voltar no tempo que atire um minuto pela janela! Tendo consciência de que, em um mísero minuto, ahh... Tudo pode acontecer!
O tempo, naquela época, me parecia mais amigável... Agora ele fica aí, fazendo pirraça, não quer nem olhar na minha cara, não quer passar um minuto comigo! E eu juro que não sei o que eu fiz de errado...
O tempo que foi não volta mais... Então corro atras do tempo que ainda tenho... Com ele ao meu lado, a vida fica muito mais fácil! Sei que ele não pára, como eu, nem para bater um papinho sequer, mas eu não perco as esperanças de, quem sabe em um momento como este, ter ele todinho só pra mim...
Sei que é dificil, mas quando o consigo, hoje, topo qualquer coisa para não simplesmente deixá-lo passar... Assim não o terei perdido, porém eternizado.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Quando de repente...
É um troféu liiindo, premiando a criatividade, design e conteúdo do blog... Homenageando o blog que tenha contribuído para a comunidade blogueira, independente do idioma. Partindo disto, devo indicá-lo para 5 blogs que se encaixem neste perfil.
E o Troféu vai para...:
Iza, do Diário de Iza
Cara Estranho, do Eu hein!
Vitor, do Versão Vida
Tinne, do A Imperatriz
e Paulo, do Dialogando
Bjs!!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Gemidos de dor e alegria...
Sem saber ao certo o que me aguarda o dia de amanhã, se o sol atravessará novamente a janela ou se o choro aconchegante da chuva saudará o novo dia...
Apego-me à vontade de sonhar, fechar os olhos e nos meus sonhos me refazer, reviver, renascer talvez mais jovem, ou alguns anos mais experiente... Talvez num universo paralelo sentir o gosto de poder ser, poder ter, poder viver, e alcançar enfim o poder...
Reflexos da memória me trazem à tona dias em que o limite era apenas o começo, e o final era eu quem fazia... Dias em que eu enfrentava a minha própria alma e acreditava, sobretudo, que a força do coração era a que prevalecia.
Ah, e que dias foram aqueles?
Sem medo, sem receio, sem mala nas costas, sem feridas, sem cicatrizes... O dia em que amei pela primeira vez. E de novo, pela primeira vez... E mais uma vez, amei, pela primeira vez...
Eu já não tenho dedos para contar por quantas vezes me apaixonei e, tantas dessas vezes, pela mesma pessoa... Já não tenho memória pra dizer quantas destas eu desisti de seguir, e quais as vezes prossegui... Mas lembro-me de cada amor que vivi, por ser cada um deles, a minha primeira vez...
Trago em mim lembrança de paixões avassaladoras, de desastres emocionais e de glórias sentimentais...
Fiz-me rainha, fiz-me rei... Eu fui, eu voltei, eu vi, eu enxerguei... Com a força do meu corpo, segurei fardos pelos ombros, com a leveza do meu olhar, conquistei espaços num Éden secreto... Eu chorei, eu sorri, eu me ajoelhei, eu pedi, eu segui e recebi... Teve tempos que perdoei, tempos que ofereci... E aqueles dias que em estátua vivi, e pedra eu comi... Cruzei a terra, escalei montanhas, enfrentei desertos, escapei da morte, provei minha sorte... Enchi lugares de luz, enxerguei o tesouro, cobri-me de ouro, ofereci diamantes, rejeitei amantes... E amei de novo...
Sem descobrir se é vantagem ou desvantagem amar tantas vezes pela primeira vez, vou sentindo à flor da pele cada toque de um olhar, como se o nunca tivesse recebido... Vou arrepiando-me a cada sílaba sussurrada e confundindo-me em meus sentimentos, como se nunca os tivesse sentido...
E num silêncio como este vou despejando um pouco do meu mel... Vou jogando, como se jogam os dados, as palavras, para que de alguma forma eu desvende um pouco do mistério que me segura noite após noite, em gemidos de dor e de alegria por desejos, medos e anseios...
