terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Feliz ano novo!

Estou me adiantando a desejar a todos um feliz natal e um ótimo ano novo, pois vou me ausentar um pouco no blog.
Não pretendo ficar muito tempo longe... Mas deixo em palavras a minha pretenção de mudar o layout do meu blog (o azul já desbotou), porque se assim não fizer, não o mudarei tão cedo! =P

Logo no começo de janeiro pretendo estar de volta!

Beijão!

Até mais!!!


PS: Nesse ano de 2009, aproveite pra fazer o que der na telha! Afinal, nunca se sabe quanto tempo ainda temos pra passar o tempo... ;)
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sábado, 6 de dezembro de 2008

Pela luz dos meus olhos


Desculpem a demora em atualizar o blog, passei por uma semana que foi uó! Todos os dias prova! Todos os dias, trabalho! Todos os dias... que dias? Nem dias eu vi... Eu me lembro que havia um computador, uns papéis com algo escrito e uma sala cheia de gente... E mais nada. Um buraco negro me puxou e eu só fui!!!
Agora cá estou sacudindo das minhas roupas as poeiras estelares... Pelo menos por uma semana não terei nem aula nem provas... Por enquanto.

Enfim... Final de semana aí, e eu com minhas saudades e nostalgias... Desabafei.
E, no desabafo, um grito percorrendo a blogosfera...

Apagadas as luzes, meus olhos ainda abertos refletem a luz da vela.
Vejo-te ali, sentando na beirinha da cama.
Na mesma cama que por milhares de segundos atrás medi forças e desejos...
Vejo-te na borda da cama, o quarto inteiro vibra, e eu diluida numa chícara de café, evaporada num incenso...
E cá estou, a contar horas perdidas em minutos, esperando... Há algo para se esperar, enfim.
Pego o celular, releio todas as mensagens e meus olhos semicerrados te procuram dentro de mim. Sinto seu cheiro, sinto o peso do seu corpo. Ouço sua repiração entre palavras balbuciadas, está dormindo...
O som da paz, meu refúgio enfim...
Sinto você pulsar como se meu coração estivesse fora do meu peito e dentro do teu, enlouquece!
Falta ar, falta cor, falta você, me falta...
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Clara, noite rara...

E eu reclamando que estava sem idéias...
Ontem meus olhos ardendo de sono mas minha mente inquieta não me deixava dormir. Meu único recurso foi alimentar meu vicio de escrever. Sentei-me na frente do notebook, clarearam as idéias, abri uma música e meus dedos correram sobre o teclado de um jeito tão natural que foi difícil segurar. Fui dormir ás 3 da manhã, leve como a madrugada tem que ser.
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Eis o resultado:
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Certa vez uma jovem anjinha, de cabelos cacheados e asas ainda pequenas, caminhando pela estrada resolveu reparar no céu.
O dia estava claro, não havia nuvens. Ela fechou os olhos para sentir o ar e acabou percebendo um suave toque de calor sobre a pele. Abrindo os olhos percebeu que o Sol lhe brilhava a mais intensa e apaixonante luz do universo. Ele parecia sorrir-lhe.
O Sol por sua vez também enamorou-se pelo sorriso da anjinha. Ela pareceu gostar tanto do seu calor, e ninguém até então havia lhe dado tanto valor.
Infelizmente ela não conseguiu encará-lo por muito tempo e logo desviou o olhar. Seus olhos lacrimejados pela força do Sol desejavam chegar cada vez mais perto, mas ele, o Sol, sabia que não era possível.
Deixe-me te tocar” – Ela dizia, sem olhá-lo.
Mas você não pode, eu vou te machucar” – Dizia ele, por cautela à linda menina que ele havia encontrado.
Todos os dias de manhã ela saía a caminhar apenas para senti-lo. E quando as nuvens o tampavam ela sentia tanta falta que o que mais desejava era jogar-se no fogo para senti-lo perto novamente.
Mas o destino começou a separá-los. As nuvens não a deixavam senti-lo e ele, por detrás das nuvens, podia sentir a saudade que ela demonstrava.
Debaixo da chuva ela começava a procurá-lo. Enfrentando tempestades, esperou, esperou...
Até que depois de muito tempo o céu se abriu novamente e ele estava ali, a sua espera. Ela olhou para ele e sentiu queimar em seu coração toda a chama que no Sol incendiava.
Não olhe para mim, deixa que eu cuido de você” – Ele falou.
Ela então abaixou o olhar e ele a secou com o seu calor.
Eu não quero mais ficar longe de você!” – Ela falou. – “Você é o único ser em todo o universo que consegue me fazer sentir acolhida. Eu sinto seu calor esquentar a minha pele e meu coração também se aquece!... Minhas asinhas ainda são muito pequenas, mas eu sei que posso te alcançar!
A idéia de tocar o Sol então começou a lhe parecer real. Ela não queria mais passar por aquela prova e ficar longe dele novamente por tanto tempo. E decidiu buscar alguma forma de alcançá-lo.
“Isso é loucura! Se você me tocar eu sei que vou te ferir. Você não vai agüentar!” – Ele dizia.
Mas ela não o ouvia. Ela sentia que precisava dele para poder sentir-se inteiramente viva. Buscou em espírito alguma forma de alcançá-lo. Buscou caminhos e respostas, e seu amor lhe bastava para ter coragem e tocá-lo.
O Sol, preocupado, também a desejava por perto. Entendeu a coragem que ela depositava e tão logo confessou que a amava.
A pequena anjinha juntou as energias ao seu redor, recorrendo ao seu coração toda força que parecia ter e partiu a encontrá-lo.
A cada distância vencida, mais ela sentia seu calor. E ardia, mas ela não desistiria.
“Eu te amo e vou te alcançar! Eu me conheço e sou fiel aos meus sonhos.” – Ela dizia, e sustentando o olhar, cegou.
E a cada passo dado, ele se enchia de luz e seus raios refletiam cada vez mais longe.
Ela fora se aproximando, e o fogo do Sol a queimando.
O rosto angelical molhava-se em lágrimas, e a paixão crescia na medida em que ele a queimava. Ela se transfigurava. A dor lhe fervia a pele, mas já não tinha como voltar, ela estava perto demais e sabia que o alcançaria.
Então num só impulso ela se jogou e ele a segurou num único abraço.
Por milésimos de segundo ela sentiu na pele aqueles braços a envolvendo e sorriu a união entre Sol e coração.
De tanto chorar, em lágrimas suas cinzas se transformou.
Fez-se neste dia uma imensa tempestade. A chuva caía do Sol e inundava a Terra.
Dos braços do Sol ela caía, dilúvios de chuva, transformou-se em lago. Em mar. E oceanos. Cobriu-se então a Terra, de pacífico a índico.
A partir de então dia a dia ela dormiria sob seu toque. Pelo reflexo de sua pele o Sol lhe tocaria, e ela absorveria todo seu calor, tornando-se Mar e Sol, apenas um.
Hoje eles se encontram dia e noite, ao redor da Terra. Tocam-se e trocam olhares. Ela consegue enfim encará-lo. E ele lhe sorri, transformando uma história de amor numa linda paisagem de verão podendo ser contemplada por todo o planeta.
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"Existem apenas duas maneiras de ver a vida:
Uma é pensar que não existem milagres,
E a outra é acreditar que tudo é um milagre"

Albert Einstein

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Branco

Onde foram parar minhas idéias??

Falta tempo!
Só pra variar.
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Aquele dia...

Ganhei um presente!
O melhor de todos...
Letras em ordem, um texto, uma narração... Uma confissão! Sobre algo que há muito aconteceu, não sei dizer há quanto tempo exatamente, mas foi algo que marcou... E descobri, não só a mim:

"Aquele dia, o sol nasceu diferente...Tinha um brilho mais intenso. A manhã estava linda, era possível escutar os pássaros cantando, e o cheiro de grama molhada pelo sereno da madrugada.
O dia anunciava mudanças, alguma coisa boa estava por vir.
No trabalho, as horas pareciam não passar, e a cada vez que olhava para o relógio ele me pedia calma.
Meu pensamento voava até ela, e tentava adivinhar o cheiro de sua pele, o tom de sua voz, o jeito do seu andar...
Nada poderia me segurar ou me impedir de ir encontra-la, nem transito parado, nem dores, nem tempo de chuva, nada...nem ninguém!
É hora de ir pra casa, e me arrumar para ela...
No caminho do encontro, o coração parecia não caber no peito, as pernas não paravam um segundo. Comecei a pensar no que iria falar quando há visse, e logo em seguida desisti dessa idéia, porque teria que ser natural.
É hora de descer do ônibus, a partir de então faltariam poucos minutos até o nosso encontro. Passei perto de um carro parado, conferi o visual... pronto, estou no lugar combinado, e agora? Fico em pé ou sentada? Mando mensagem ou espero? Certo, vou me sentar.
Os minutos passam, e minhas mãos começam a suar... Caramba, que demora, será que ela não vem mais? Será que me viu de longe, se assustou e foi embora? Será que meu cabelo ta bom? Ta, respira fundo!
E de repente, um susto...N-O-S-S-A!
Ela estava ali, na minha frente, mais baixa do que eu imaginava (o que já me encantou), cabelos longos e soltos, um corpo desenhado e perfeito, e um brilho lindo no olhar, como o sol que eu havia visto pela manhã. E num ato espontâneo, trouxe para mim um pirulito em formato de coração. E assim a gente se abraçou, profundamente, e esquecemos do tempo...do mundo, e tudo parecia ter parado para aquele momento...só conseguia sentir seu corpo com o meu, o resto era o resto!
Reparei nela, uma beleza única, e isso tudo em milésimos de segundos...
E eu estava ali, diante dela...sem saber como agir, as palavras saiam, e eu parecia estar voando!
Seu cheiro eu sentia de longe, era um cheiro bom que parecia conhecer a anos...seu olhar se encontrava com o meu, e por varias vezes fiquei tímida.
Sentamos em uma praça, e lá ficamos conversando sobre vários assuntos... ela prestava atenção em cada palavra pronunciada, o seu olhar me seguia com aquele brilho que parecia refletir por toda parte, a praça parecia mais iluminada com a presença dela...e meu coração batia num ritmo descompassado!
Foi ficando tarde, e ela precisava voltar pra casa. Não aconteceu nenhum beijo aquela noite, mais as nossas almas já caminhavam de mãos dadas e felizes...Já não tinha mais como fugir daquilo.
Fui até o ponto de ônibus com ela, já me sentia na obrigação de protege-la...Nos despedimos com um lindo, forte e intenso abraço. E assim ela partiu, levando consigo o meu coração!
Deixou o seu coração comigo, o seu cheiro, o seu abraço, a sua voz, o seu brilho, e a esperança de acreditar que enfim havia encontrado ela, a minha alma gêmea!
Foi nesse dia que comecei acreditar que o tempo é superficial, que quando é pra acontecer, simplesmente acontece...E quando resolvemos dar conta do que houve, já não tem mais como fugir, porque o que o destino proporciona, o Amor não separa nunca mais.

Ass: Ela"

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Lá agente continua...

Recebi uma notícia hoje a tarde que me fez chorar... Uma amiga não muito próxima, mas conhecida o suficiente pra me fazer perder o ar ao saber de sua morte...
Não consegui dormir, coloquei meus dedos pra desabafar.
Como não sou de me calar, vou compartilhar com vocês.
Infelizmente não é o primeiro post de luto que eu coloco aqui.
Mas estamos predestinados a isso...

Venho, enfim, contar o que vi
Pelo terceiro olho, o mundo tremer eu assisti
Uma guerra entre o céu e o inferno
Senti sob meus pés o chão se abrir
Do outro lado da colina uma silhueta de alguém eu vi
Pela sua expressão eu senti
Fora há pouco transformada em anjo
Fez da montanha inerte, um vulcão em erupção
Senti em mim cada pedaço de mil corações
Que de saudades já choravam
E meu peito, apertado, sufocava...

Pudera ser eu a tomar o cálice que minhas mãos entregavam
Pudera ser do livre arbítrio um dom
Pudera eu ter o poder de interferir na vida e na morte
Na dor e no amor
No passado, no futuro...

Venho por um apelo à sociedade:
Ouçam, escravos da liberdade
O cantar das trombetas
E o riscar das lápides
Ouçam...
O ciclo da vida gritando alto por todos os lados
E o bater de asas dos anjos
Ouçam o fechar dos olhos de quem se vai
E o coração gritar
Para que não se arrependam depois
Agarrem-se às espadas
Vistam-se das armaduras necessárias
Preparem-se para o óbvio
E para o surpreendente
Estejam preparados, mas nunca antecipados
Para a morte
E o eterno nascimento.
Lá, agente continua...
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sábado, 25 de outubro de 2008

Dois de mim

Em um momento de extrema crise existencial, quando não há nada para se fazer numa aula de história da arquitetura e o urbanismo, o som da caneta ao arranhar o papel fala mais alto:

Ela andava pelos campos abertos
Regando as flores que pediam o seu mel
Ela amava o mundo em que vivia
Pelo grande ou pequeno se encantava
Até quem aparecia para machucar ela amava
Feita doce e mel ela caminhava
Em flores e cores caminhava
Estava sempre sozinha
De mãos dadas, sozinha
Apaixonada, sozinha
Ajoelhava-se e falava com Deus
Rendia-se em confissões
Numa mão um cálice, na outra seus corações...


Ela caminhava pela cidade densa
Entre ponteiros de um tempo que não pára
Ela observava de longe mundos ao redor
Regada de esperança, força e dor
Monocromática buscava neste mundo sua cor
Curando feridas alheias se curava
Enchergando almas alhieas se encontrava
Ajoelhava-se falando com Deus
Rendia-se em confissões
Numa das mãos um vão, na outra sua serena solidão.
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